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segunda-feira, 17 junho 2024 16:37

‘Estou na UTI, mas não morri ainda’, diz Bolsonaro sobre eleições de 2026

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Nesta segunda-feira, 3, o presidente Jair Bolsonaro (PL) expressou sua opinião sobre a discussão prematura acerca do “sucessor do bolsonarismo” e a herança política em 2026. Ele afirmou que considera essa questão “injusta”. Essa declaração ocorreu três dias depois de sua condenação à inelegibilidade por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bolsonaro ressaltou que, como ainda é possível recorrer da decisão, ele ainda está “vivo” politicamente. Durante uma entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan News, ele afirmou: “Não é justo [falar sobre substitutos]. Estou na UTI, não morri ainda, não é justo que alguém queira dividir meu legado. Não há uma figura conhecida em todo o país capaz de fazer o que fiz em quatro anos; ajudamos a emergir certas lideranças. (…) Surgiram bons nomes, mas ainda não possuem esse selo”. Apesar da decisão imediata da Corte Eleitoral, a defesa de Bolsonaro planeja recorrer. Seus advogados aguardam a publicação oficial do veredicto para decidir os próximos passos jurídicos, incluindo a possibilidade de apresentar um recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal.

O advogado Tarcísio Vieira, representante de Jair Bolsonaro no processo de inelegibilidade movido pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), afirmou que a defesa recebeu a decisão com respeito e aguardará a composição completa do julgamento. Até o momento, apenas votos parciais ou resumos dos votos foram lidos. Isso ajudará a identificar as melhores estratégias para o futuro. Segundo o advogado, é necessário aguardar o acórdão para determinar a melhor estratégia, inclusive se recorrerão ou não ao Supremo Tribunal.

O Tribunal Eleitoral condenou o ex-presidente à inelegibilidade por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, devido a uma reunião com embaixadores estrangeiros ocorrida em julho de 2022. Os juízes consideraram que o político, no exercício de suas prerrogativas como presidente, usou a estrutura do Estado para promover uma campanha eleitoral antecipada. Com essa decisão, Bolsonaro está inelegível até 2030.

Apesar de considerar injusto o debate antecipado sobre seu sucessor, Jair Bolsonaro mencionou possíveis candidatos que podem herdar seus 58 milhões de votos. Entre eles estão o governador Tarcísio de Freitas, o governador de Minas Gerais Romeu Zema e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A inelegibilidade do ex-presidente, conforme noticiado pelo site da Jovem Pan, abre caminho para uma disputa entre figuras de direita e antecipa, em três anos, a corrida eleitoral de 2026. No entanto, Bolsonaro acredita que novos nomes surgirão e que “aqueles que começarem cedo serão alvos de duras críticas”. Ele concluiu dizendo: “Uma piada que for contada se tornará um escândalo nacional. Ainda temos muito tempo pela frente, e 2026 passa pelas eleições de 2024. Veremos surgir candidatos precoces, assim como já surgiu um dizendo ‘nem direita, nem esquerda, vamos unir todos no centro'”, concluiu.

O presidente de honra do Partido Liberal também foi questionado se teme ser preso após a condenação à inelegibilidade. Em resposta, ele ponderou sobre o motivo de sua possível prisão: “Serei preso? Pelo amor de Deus, por qual acusação?”. Ele acrescentou: “Preso por quê? Apenas por arbitrariedade, o que não é nenhuma novidade no Brasil. Temos cerca de 300 pessoas presas, incluindo três pessoas ligadas a mim. Não há justificativa para prisão preventiva. Infelizmente, arbitrariedade não falta por aqui, como vimos em 8 de janeiro, com mais de 1.800 pessoas presas”, concluiu.

Fonte: Jovem Pan

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