21.5 C
Brasília
sábado, 24 fevereiro 2024 3:43

Cientistas desenvolvem robô ‘Exterminador do Futuro’

As mais lidas agora

PEC do estouro é protocolada no Senado

Após 13 dias de debate no Senado, a...

Temor a Deus

  "O temor do Senhor é o princípio da...

Casal é chicoteado e espancado por apoiar Bolsonaro

Tribunal do Crime cobra casal que fez campanha...

Mistério de Deus

QUERIDA MOCIDADE, QUERIDOS PASTORES: Assim diz a Santa...

Cientistas chineses e norte-americanos desenvolveram um robô similar com o personagem T-1000, do longa-metragem “Exterminador do Futuro 2”, que tem a capacidade de derreter e solidificar-se sob comando, assim, consegue escapar de espaços apertados. O estudo foi publicado na revista científica Matter, na quarta-feira 25.

Para fazer com que o robô “se desfizesse”, os cientistas utilizaram o gálio, metal que derrete com mais facilidade, pedaços microscópicos de neodímio magnético e boro.

Com ímãs usados para controlar o robô semelhante a um boneco Lego, os pesquisadores registraram o momento em que o “Exterminador do Futuro” se transformou em “uma poça de metal”, deslizou entre as barras de uma gaiola e, na sequência, reconstituiu-se “milagrosamente” do outro lado.

Como os cientistas desenvolveram o “Exterminador do Futuro”

Os cientistas aqueceram o experimento por meio do processo de indução magnética, quando é utilizado um ímã em movimento para criar uma corrente elétrica no robô. A corrente derreteu o gálio, que funde a 30,6 °C, quando combinado com as partículas magnéticas, e os elementos magnéticos suspensos no interior fizeram com que ele fosse atraído pelo ímã.

Agora, como uma poça, o campo magnético foi capaz de mover o pequeno androide derretido para fora da gaiola. O robô recuperou sua força e forma original em 80 segundos, depois do desligamento do campo magnético, que o resfriou a uma temperatura abaixo de 30 °C, conforme a do ambiente.

“As partículas magnéticas aqui têm duas funções”, explicou o engenheiro mecânico Carmel Majidium, da Universidade Carnegie Mellon, autor sênior do projeto. “Uma é que eles tornam o material responsivo a um campo magnético alternado, para que você possa, por indução, aquecer o material e causar a mudança de fase. Mas as partículas magnéticas também dão mobilidade aos robôs e a capacidade de se moverem em resposta ao campo magnético.”

Inspiração e objetivo do projeto

Segundo os cientistas, a inspiração para o dispositivo veio de pepinos-do-mar, observados durante sua transição entre os estados macio e rígido, para se protegerem do ambiente a aumentarem o peso que podem carregar.

O projeto foi alvo de comparações com o personagem fictício T-1000, do filme O Exterminador do Futuro 2, por causa da cena icônica em que o ciborgue, interpretado pelo ator Arnold Schwarzenegger atravessa as grades de uma prisão, passando do estado sólido para o líquido.

Os pesquisadores estudam levar a técnica para a medicina e o setor automobilístico. Até o momento, vários testes foram realizados: 1) consertar circuitos entrando em pontos de difícil acesso e depois se transformando em solda; 2) derreter um soquete de parafuso e depois solidificando-o para tornar-se um parafuso mecânico; 3) remoção de um objeto estranho de um estômago artificial.

“Dar aos robôs a capacidade de alternar entre os estados líquido e sólido os confere mais funcionalidade”, afirmou o engenheiro Chengfeng Pan, da Universidade Chinesa de Hong Kong, principal autor do estudo. “Agora, estamos impulsionando esse sistema de materiais de maneiras mais práticas para resolver alguns problemas médicos e de engenharia muito específicos”.

 

- Publicidade -spot_img

Você vai gostar disso