LANÇADO PROJETO QUE UNE ESPORTE E EDUCAÇÃO PARA JOVENS INSTITUCIONALIZADOS DO DF




Iniciativa em parceria com a Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (VIJ-DF) que une esporte, inclusão e capacitação profissional foi lançada no último sábado (4/5). O projeto Bola ao Alto, desenvolvido pela Fundação Pedro Jorge, oferece oficinas de basquete combinadas a reforço escolar e ainda prevê a oferta de cursos profissionalizantes pelo SENAC a jovens do DF. Entre os objetivos estão promover melhoria no desempenho escolar e a democratização do esporte, visando ao desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes institucionalizados.

Com as atividades iniciadas em março, o projeto atenderá, inicialmente, o público de 12 a 18 anos da instituição de acolhimento Lar de São José. As aulas de basquete e de reforço escolar são oferecidas duas vezes por semana e, quinzenalmente, é ministrado curso de cidadania. As ações se estendem até dezembro de 2019, com possibilidade de serem renovadas e ampliadas para outras instituições.

A proposta do Bola ao Alto foi construída em 2018, com a parceria da Rede Solidária Anjos do Amanhã, programa da VIJ-DF. “Acreditamos que atividades esportivas e artísticas têm o poder de atrair o interesse das crianças e adolescentes e podem funcionar como uma estratégia de vinculação dos jovens a alguma atividade empoderadora”, defende o supervisor do Anjos do Amanhã, Gelson Leite. “A partir daí, podemos evoluir para o engajamento deles em outras áreas importantes para o desenvolvimento de seus potenciais”, completa Gelson. A Rede Solidária foi responsável por contextualizar o  público-alvo do projeto, com suas demandas e especificidades, desenhar estratégias de atuação e fazer a interlocução com a instituição de acolhimento indicada.

A coordenadora-geral da iniciativa, Nara Maubrigades, explica que ela foi pensada para dar contribuições reais. “A Rede nos mostrou a necessidade e a realidade do público-alvo e como podíamos adequar o projeto para realmente atendê-lo e termos um resultado efetivo no comportamento e na vida desses adolescentes”, diz. Os resultados do primeiro mês já começaram a aparecer, na opinião da coordenadora técnica do Lar de São José, Ana Lúcia Antunes. “Com esse projeto, nós já estamos vendo melhorias na relação entre os acolhidos, no respeito mútuo. Tudo isso é trabalhado durante as aulas”, conta.

A ideia ainda tem o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (SEJUS-DF), que ofertou o espaço provisório para realização das atividades – o Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes), na QNM 28 de Ceilândia – e o transporte para o local. Também estiveram presentes no lançamento a procuradora-regional da República e diretora-geral da Fundação Pedro Jorge (FPJ), Michele Rangel; o  subprocurador-regional da República e diretor administrativo da FPJ, Franklin Rodrigues; o subsecretário de Igualdade Racial do DF, Diego Moreno; o administrador do Sol Nascente/Pôr do Sol, Goudim Carneiro; e a coordenadora de Direito do UniCEUB, Dulce Donaire.Bola ao alto menor

Exemplo

O coordenador do projeto e responsável pelas oficinas esportivas é o ex-jogador de basquetebol brasileiro João José Vianna, o Pipoka. O brasiliense teve uma atuação destacada na seleção brasileira e foi o segundo do País a jogar em um time da NBA, a Associação Nacional de Basquetebol dos Estados Unidos.

“É um projeto de suma importância. Acreditamos em ótimos resultados usando ferramentas como o basquetebol, o esporte – que trabalham a saúde, o coletivo e a disciplina –, combinados com a parte educacional – com o reforço escolar, cursos de profissionalização e de cidadania”, fala Pipoka. “Nós temos plena convicção de que este projeto, agora ainda embrionário, pode se expandir para outras instituições”, deseja o coordenador.

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