“Avião elétrico” da Embraer e WEG tem potencial de sucesso, aponta especialista




Manfred Peter Johann, Diretor Superintendente da WEG Automação (à esquerda) e Daniel Moczydlower, vice-presidente executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer Foto: Divulgação

Engenheiro afirma que a escolha do Ipanema é ideal para testes de novas
tecnologias

O anúncio ontem da assinatura de um acordo de cooperação científica e
tecnológica entre a fabricante de máquinas e equipamentos WEG e a Embraer, de
aeronaves, para a produção de um avião elétrico, tem “um potencial enorme de
sucesso” na avaliação do engenheiro aeronáutico Shailon Ian, CEO da Vinci
Aeronáutica  e fundador do Centro de Treinamento Online em Aviação Civil
Vinci Ideas.

A parceria prevê o desenvolvimento de motores elétricos aeronáuticos e terá
como primeiro voo um teste com monomotor movido 100% a eletricidade. “A escolha
do Ipanema como modelo de testes das novas tecnologias também me parece
acertada. A Embraer já é líder no segmento aeroagrícola e o perfil de
utilização dessa aeronave é o mais adequado para as tecnologias já
existentes em propulsão elétrica. Certamente será um bom campo de testes e
desenvolvimento prático de aplicações para a aviação”, avalia o
especialista.

Para Shailon, a Embraer não poderia ter escolhido parceiro melhor do que a WEG
para tal empreitada. “A WEG é uma das líderes mundiais no segmento de motores
e geradores elétricos, além de ser uma das empresas nacionais com maior
número de patentes e inovações registradas. A parceria das duas empresas tem
um potencial enorme de sucesso, com a união do que temos de melhor no país em
aviação civil e motores elétricos”, aponta o engenheiro.

“Esse tipo de investimento em inovação, na fronteira do conhecimento
aeronáutico, é o que esperamos da Embraer capitalizada pelo acordo com a
Boeing. Utilizar o dinheiro recebido para criar negócios, liderar tendências e
se reposicionar como a empresa aeronáutica líder em seu segmento”, analisa o
CEO da Vinci.

Para ele, muito foi dito por conta da venda da aviação comercial da Embraer
para a Boeing. “Eu sempre argumentei que a venda tinha o potencial de liberar a
Embraer para atuar – e ser líder – em outros segmentos da engenharia
aeronáutica, utilizando seu corpo técnico e principal patrimônio para atuar
na fronteira atual da aviação: o desenvolvimento de drones e a aviação
elétrica”, conclui Shailon Ian.

Sobre  Shailon  Ian
Shailon  Ian tem mais de 20 anos de experiência em aviação civil, formou-se
como engenheiro aeroespacial pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica)
– a principal escola no Brasil para o setor aeroespacial e aeronáutico – e
serviu como tenente engenheiro durante cinco anos na Força Aérea Brasileira
(FAB), onde trabalhou na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e realizou
mais de 200 auditorias de aeronaves e empresas em todo o mundo. Depois de deixar
a organização, tem atendido clientes na área privada, trabalhando com todas
as marcas e modelos de aeronaves e helicópteros corporativos. Desde 2015, é
presidente e fundador da Vinci  Aeronáutica,  maior  empresa  especializada  na
inspeção  de  aeronaves  e  operadores  para  bancos,  seguradoras  e
empresas  de  leasing  do  hemisfério  sul.  Ele  também  é fundador do
Centro de Treinamento Online em Aviação Civil Vinci Ideas.

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