Coluna do RK- Bastidores da Política




Por Roberto Kuppê (*)

Greve geral!!!

A expectativa é de que a greve geral de hoje, a primeira no governo Bolsonaro, será devastadora. As adesões nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 14 de junho, já dão sinais de que o governo sofrerá um baque sem precedentes. Motoristas de ônibus, metrôs, petroleiros, estudantes e trabalhadores da indústria estão paralisados no dia de hoje. Até o fechamento desta coluna, segundo o G1,  a mobilização convocada contra cortes na educação e a reforma da Previdência, por volta de 9h20, atingia ao menos 20 estados e o DF.

Greve geral 2

Em São Paulo, várias ruas, metrôs, fábricas e empresas estão paralisadas; metalúrgicos, químicos, petroleiros, urbanitários, professores, bancários e servidores públicos estão apresentando altos índices de adesão em São Paulo. O MST, em conjunto com o MTST, bloqueia diversas rodovias no País. A mobilização faz parte da Greve Geral convocada pelas centrais sindicais, com o apoio de organizações sociais e estudantis, da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo. O sindicatos dos rodoviários (ônibus) de São Paulo e Rio de Janeiro, que haviam se comprometido com a greve, voltaram atrás, e os ônibus circulam nas duas cidades. Além do direito à Previdência, os grevistas reivindicam do governo federal o fim dos cortes na educação pública, o respeito à soberania nacional e medidas efetivas para geração de empregos.

Greve geral 3

Conforme noticiou o site Brasil de Fato, A lista de trabalhadores mobilizados é extensa: bancários, professores, metalúrgicos, trabalhadores da educação, estudantes e docentes de universidades federais e estaduais, trabalhadores da saúde, de água e esgoto, dos Correios, da Justiça Federal, químicos e rurais, portuários, agricultores familiares, motoristas, cobradores, caminhoneiros, eletricitários, urbanitários, vigilantes, servidores públicos estaduais e federais, petroleiros, enfermeiros, metroviários, motoristas de ônibus, previdenciários e moradores de ocupações por todo o Brasil.

 

Brasilia vazia

Vazio. Assim amanheceu o Distrito Federal nesta sexta-feira 14, dia da Greve Geral da classe trabalhadora. O movimento paredista, que tem como carro-chefe a luta contra a reforma da Previdência, é realizado em todo o Brasil e já pode ser considerado um dos maiores nos últimos 30 anos. No Distrito Federal, trabalhador@s do transporte coletivo, da educação, do serviço público, da iniciativa privada, terceirizados, de autarquias e empresas públicas cruzaram os braços.

 

Universidades total

Unir de Ji-Paraná (RO) paralisada também

Centenas de universidades federais em todo o País estão paradas na luta pela educação. Em Rondônia, os portões da Unir estão fechados. No Pará, Idem. No Rio de Janeiro as paralisções atingem também escolas particulares.

 

Governo Ibaneis e os professores

Enquanto isso, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB-DF), trata de melhorar os salários dos professores. Em mais um avanço nas negociações com o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), o governador vai encaminhar à Câmara Legislativa, na próxima segunda-feira (17), um projeto de lei que ajusta o plano de carreira dos educadores. Com o propósito de regularizar a função de coordenador pedagógico nas unidades de ensino público, será alterado o artigo 10 do programa que estabelece as regras para os professores dentro e fora da sala de aula nas escolas.

Plano de saúde

No próximo dia 26 de junho, Ibaneis deve publicar o decreto que cria o plano de saúde para todos os servidores do GDF. Pelo documento, o governo vai abrir um processo licitatório para que empresas interessadas em gerir o seguro de saúde, preferencialmente aquelas que já tenham credenciamento e rede própria de atendimento. A adesão à proposta será voluntária.

Sucessão municipal Porto Velho

O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB-RO) é o favorito nas eleições de 2020, mas terá sérios embates com o noviço Vinícius Miguel (Cidadania), que disputará o pleito. A coluna tem condições de antecipar que os dois polarizarão as atenções do eleitorado.

HC de Lula

O articulista que vos escreve foi envolvido numa polêmica em torno de quem assinou o HC de Lula, em maio do ano passado. A articulista política Vick Bacon, notável direitista, se equivocou ao citar que o jovem político Vinícius Miguel (Cidadania), candidato ao governo de Rondônia em 2018, teria assinado o documento pedindo a soltura do líder da esquerda Lula. Não o foi. Quem assinou foi o irmão dele, Rafael Miguel. Vinícius, muito pelo contrário, manteve distância do episódio, visto que ele pertencia na época ao partido Rede Sustentabilidade e disputaria as eleições. A Rede de Marina Silva é adversária do PT, tendo inclusive apoiado Aécio Neves em 2014, contra Dilma Rousseff.

 

Expedito Netto

Da bancada federal de Rondônia, apenas Expedito Netto (PSD-RO) se declara abertamente contra a reforma da Previdência desde a legislatura passada. Reeleito, Netto honra os votos e mantém posição, embora o partido dele, o PSD, recomende voto a favor.

Instituto Rondon

Em fase final de estruturação do INSTITUTO RONDON, criado para defender a Amazônia, os indígenas e as minorias, com atuação forte em Rondônia, além de outros estados como Acre, Amazonas, pará, Amapá, Roraima, Maranhão, Alagoas, Piauí, Rio de Janeiro e Distrito Fdeeral. Sob a presidência deste articulista, o IR pretende lutar pelo clima, pelos pobres e por uma sociedade mais justa. Educação, formação profissional, além de incentivo ao empreendedorismo também são metas do IR. Alguns projetos já estão rascunhados como o Brasil Sem Fome, Pago para Ler e Brasil 2030. Maiores detalhes no site do INSTITUTO RONDON. Email oficial do instituto: contato@institutorondon.com.br

 

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

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