Plataforma de empréstimo coletivo já levantou quase R$ 350 mil para negócios de impacto; meta é R$ 1,5 milhão




Parceria  entre  SITAWI  Finanças  do  Bem  e  Instituto  Sabin  possibilita
linha  de  crédito  com  juros  baixos  para  organizações  de  impacto
socioambiental  positivo. Valores serão emprestados principalmente por pessoas
físicas e prazo de pagamento é até dois anos
São Paulo, 24 de junho – Os cinco negócios que estão na Plataforma de
Empréstimo Coletivo SITAWI, lançada pela SITAWI Finanças do Bem com o apoio
do Instituto Sabin, já registraram empréstimos de R$ 330 mil. A plataforma foi
lançada no dia 12 de junho, com o objetivo de permitir que pessoas e
organizações  invistam  diretamente  em negócios de impacto socioambiental
positivo.
A captação se encerra em agosto ou antes, se a meta de todos os negócios for
alcançada com antecedência. A soma dos valores pedidos pelas organizações é
de R$ 1,5 milhão. Com menos de duas semanas de empréstimos, alguns negócios
já passaram da metade do valor pretendido – caso da Cooperativa Ser do Sertão
(confira o perfil mais abaixo), que chegou a 62% da meta de R$ 158 mil.
Para participar, os interessados poderão acessar o endereço
www.emprestimocoletivo.net e pesquisar o perfil, impacto e projeções
financeiras dos negócios, e investir na  que  escolherem,  com  valores a
partir de R$ 1 mil. Os negócios usarão o dinheiro para alavancar suas
operações, e pagarão juros de 1% ao mês pelo empréstimo. Dentro de até 24
meses os investidores terão recebido de volta todo o capital que emprestarem,
acrescido dos juros. A operação é realizada através do modelo de P2P
lending, em parceria com a CapRate.
As organizações que estão na plataforma foram selecionadas pela SITAWI
Finanças do Bem com base no crescimento do negócio, na sustentabilidade
financeira, no impacto e na liderança. Nos próximos meses, novos negócios
poderão entrar na plataforma, o que levaria a captação a até R$ 2,5
milhões. “Trabalhar com finanças  significa  tomar  decisões,  julgamentos
que  pressupõem valores integrados nas decisões financeiras. Esses valores
ficam entrelaçados no dinheiro e se movem na sociedade para construir o mundo.
Dessa forma, o capital sempre se move com valores e cabe a nós decidir que
valores são esses e o que colocamos na frente do dinheiro”, diz Leonardo
Letelier, fundador e CEO da SITAWI Finanças do Bem.
Democratização do investimento de impacto
A SITAWI Finanças do Bem foi pioneira em empréstimo coletivo de impacto no
Brasil e agora expande sua atuação para diminuir barreiras rumo à
democratização do investimento de impacto no Brasil. Por isso a escolha do
modelo de crowdfunding, que já soma US$ 34  bilhões por ano em todo o mundo, e
deve crescer 10 vezes até 2025. “O investimento de impacto tem crescido em
reconhecimento e em valor movimentado, mas ainda há grandes barreiras para que
o investidor comum possa aplicar seu dinheiro com mais propósito. Do outro
lado, estão os negócios de impacto, que necessitam de capital para crescer e
seguir impactando positivamente o meio ambiente e a vida de milhares de
pessoas”, comenta Andrea Resende, Gerente de Finanças Sociais da SITAWI.
Com esse espírito, a plataforma de empréstimo coletivo surgiu por iniciativa
da SITAWI, com dez anos de experiência e histórico em investimento de impacto,
e do Instituto Sabin, com articulação e foco em inovação em finanças
sociais. O aporte inicial do Instituto foi de R$ 500 mil, em uma estrutura de
blended  finance,  em  que  o  capital  filantrópico é usado para subsidiar a
operação, prover investimento âncora e atrair investidores de mercado.
Fábio Deboni, gerente executivo do Instituto Sabin, explica que a plataforma é
semelhante à vaquinha coletiva, só que com um viés diferente: os recursos
são captados como empréstimos, não como doações. “Nosso objetivo é que o
investimento do Instituto alavanque mais recursos de pessoas físicas e
jurídicas”, explica.
Além de trazer recurso novo para organizações com poucas opções de
empréstimo disponíveis, a plataforma visa a consolidar o financiamento
coletivo como instrumento financeiro de impacto. “Com essa  iniciativa  as
organizações de impacto social terão oportunidade de obter empréstimos a uma
taxa de juros razoável, o que não é possível atualmente nos bancos públicos
e privados”, elogia Fábio.
Negócios selecionados
COOPSERTÃO:
A  Cooperativa Ser do Sertão – COOPSERTÃO reúne produtores  doramo
Agropecuário  de  Agricultura  Familiar  em  Pintadas,  no  interior  da
Bahia.  Fundada  em  2008,  tem  como  missão  promover  o  fortalecimento da
agricultura familiar por meio do cooperativismo, com práticas agroecológicas e
profissionalização das unidades produtivas. A cooperativa foi uma iniciativa
de mulheres da região, sendo ainda gerida por maioria do gênero feminino e com
participação relevante de produtoras mulheres na base de associados. Ao final
do seu 2° ano de funcionamento, a organização escoava basicamente umbu e
frutas típicas da região, transformando-os em geléias, doces e polpas.
Hoje, após 10 anos de existência, está expandindo uma fábrica de polpa de
frutas. Todo o excedente da operação é redistribuído para a implementação
de técnicas agrícolas  agroecológicas,  com  o  intuito  de  possibilitar  a
produção durante todo o ano, sem que a seca interrompa o processo produtivo.
ODS principais: 2 – Fome Zero, 3 – Saúde e Bem-Estar, 5 – Igualdade de Gênero
e 12 – Consumo e Produção Responsáveis.
Orgânicos in Box:
Fundada em 2014 no Rio de Janeiro, a organização nasceu da vontade de
disponibilizar alimentos orgânicos certificados para consumidores a preços
abaixo do comumente praticado neste segmento – além de valorizar o pequeno
produtor rural, que passa a contar com uma fonte de escoamento confiável para
seus produtos, a preços justos. Para isso, a Orgânicos in Box desenvolveu uma
plataforma de e-commerce de produtos orgânicos 100% certificados, que espalha
comida orgânica pela cidade do Rio de Janeiro. Desde o início de sua
operação, a Orgânicos já comercializou aproximadamente 300 toneladas de
alimentos livres de agrotóxicos, crescendo atualmente a um ritmo de 10
toneladas por mês. ODS principais: 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável, 3
– Saúde e Bem-estar e 6 – Água potável e saneamento.
UPSaúde:
UPSaúde é uma empresa criada no Rio Grande do Norte em 2018 com o objetivo de
melhorar diversos aspectos de comunicação da Saúde Pública, visando à
diminuição de filas e promovendo fácil acesso à informação. Através de um
aplicativo de inteligência de dados, a organização atende dores de todos os
públicos da saúde pública, apresentando funcionalidades para médicos,
gestores hospitalares e pacientes. Graças a marcações de consultas online,
disponibilização de relatórios  gerenciais  e  de  telemedicina,  já
promoveu  uma redução, em média, de 38% das filas para atendimento nos
municípios que contrataram o serviço. ODS principais: 1 – Erradicação da
Pobreza e 3 – Saúde e Bem-Estar.
Stattus4:
Desenvolve softwares para Gerenciamento de Distribuição de Água, com foco na
detecção automática de vazamentos na rede de distribuição. Localiza
vazamentos  com  mais  eficiência  do  que  os  métodos  tradicionalmente
usados,  além de acrescentar inteligência ao serviço: indica consumo de
água, pontos de atenção para possíveis perdas e relatórios baseados em
inteligência artificial, para dar mais precisão e rapidez ao diagnóstico. A
Stattus4 foi fundada em 2016 em Sorocaba, interior de São Paulo. Já tem
contratos com distribuidoras privadas e públicas de água, como a Iguá
Saneamento (por meio da Águas Cuiabá), e também com distribuidoras de gás,
graças a ajustes pequenos no sensor. Sua solução já reduziu de 30% para 18%,
por exemplo, a perda bruta de água da Sociedade de Abastecimento de Água e
Saneamento de Campinas (SANASA), em 2019. ODS principais: 6 – Água potável e
Saneamento, 9 – Indústria,  inovação  e  Infraestrutura  e  11  –  Cidades  e
Comunidades Sustentáveis.
Inteceleri
Fundada em 2013 no Pará, a Inteceleri é uma startup paraense que nasce da
iniciativa de pais e professores que tinham filhos e alunos com dificuldades no
aprendizado da matemática em formato tradicional, uma realidade nacional. A
empresa desenvolve metodologias de ensino, apoiadas por jogos educativos
digitais e equipamentos de realidade virtual, que são  utilizados  por
professores  e  alunos.  Todo  o  conteúdo  é  desenvolvido  para  associar
os  problemas  propostos  no  ambiente escolar ao cotidiano do aluno,
favorecendo o desenvolvimento do senso matemático de maneira interativa e
lúdica, com foco no protagonismo do aluno. Um de seus grandes sucessos, o
aplicativo Matematicando, facilita o aprendizado através de tabuadas coloridas,
e estimula a melhoria do cálculo mental e do raciocínio lógico. A empresa,
inclusive, é habilitada como parceira do Google pela Educação. A Inteceleri
já beneficiou mais de 249 mil alunos e mais de 8 mil professores em 14 cidades
na região Norte e Nordeste do Brasil. ODS principais: 4 – Educação de
Qualidade, 10 – Redução das Desigualdades.
A 1° Rodada de  Empréstimo  Coletivo  tem  como  parceiro  estratégico  o
Instituto  Sabin  e,  como  parceiros  de  desenvolvimento,  a  CapRate,  a
Oficina  de  Impacto  e  a  TozziniFreire Advogados. Para saber mais sobre os
negócios e participar como investidor, acesse www.emprestimocoletivo.net.
Sobre a SITAWI
A SITAWI Finanças do Bem é uma  organização  sem  fins  lucrativos fundada
em 2008 com a missão de mobilizar capital para impacto socioambiental positivo.
Pioneira no desenvolvimento de soluções financeiras para impacto, já
mobilizou mais de R$30 milhões para impacto socioambiental, sendo o investidor
de impacto mais ativo do Brasil, com mais de 30 negócios apoiados.
Facebook: www.facebook.com/FinancasdoBem
Twitter: twitter.com/SITAWI
LinkedIn: www.linkedin.com/company/sitawi

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