Moro cai: ex-juiz pede licença de uma semana para “para tratar de assuntos particulares”




O ministro da Justiça, Sergio Moro pede licença para não atrapalhar reforma da Previdência

Licença não remunerada do ministro será tirada no período e 15 a 19 de julho e foi autorizada por despacho presidencial

Luci Ribeiro e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ficará afastado do cargo na próxima semana “para tratar de assuntos particulares”. A licença do ministro será tirada no período e 15 a 19 de julho e foi autorizada por despacho presidencial publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública explicou, por meio de sua assessoria, que o afastamento do ministro se trata de uma licença não remunerada prevista em lei.

“Por ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias. Então está tirando uma licença não remunerada, com base na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990 (Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença, VI – para tratar de interesses particulares)”, informou a assessoria do ministério.

Segundo um auxiliar no ministério, isso já estava sendo planejado desde que o ministro assumiu, e não tem a ver com o cenário atual de pressão relacionada às supostas trocas de mensagens com procuradores da Lava Jato, que vêm sendo divulgadas pelo site The Intercept Brasil.

As conversas teriam acontecido quando Moro atuava como juiz federal em Curitiba. Moro não reconhece a autenticidade das mensagens e tem negado condutas indevidas.

O período solicitado para se afastar do MJ coincide com as datas da votação em plenário da reforma da Previdência.  Há quem diga que seja para não atrapalhar a votação.

Fonte: DF1 com informações do O Estado de S. Paulo

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