Ministro do Meio Ambiente vai à Rondônia, se reúne com madeireiros e ignora pauta indígena




Ministro Ricardo Salles e governador de Rondônia, Marcos Rocha, em visita a Espigão — Foto: Magda Oliveira/G1

 

BRASÍLIA- A região de Rondônia é uma das mais castigadas pelo desmatamento predatório. Florestas importates para o ecossistema são devastadas sem piedade. Milhares de vidas de animais silvestres são dizimadas pela ação criminosa de madeireiros. Há poucos dias o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, se reuniu com os madeireiros do município de Espigão do Oeste (Rondônia), localidade onde criminosos atearam fogo num carro tanque que levava combustível para abastecer as viaturas que fiscalizam a área. No local o ministro prometeu liberar as autorizações para que as empresas voltem a explorar o vegetal, mas não abriu um minuto em sua agenda para ouvir os povos indígenas, vítimas das ações predatórias dos maus madeireiros e garimpeiros.

Todas as políticas ambientais que o país vinha adotando, em particular as mais restritivas, passaram a ser alvo das milícias virtuais ligadas às redes de defesa do presidente Jair Bolsonaro. O próprio presidente tem fornecido o material bélico ao fazer críticas ácidas contra a atuação preventiva do Ibama e, recentemente, contra a divulgação dos percentuais alarmantes das ações predatórias de desmatamento feita pelo Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais -, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação.

GARIMPO – O principal garimpo de diamante na Amazônia está localizado exatamente em Espigão do Oeste, em Rondônia. Há uma campanha em alguns setores da sociedade desinformada exigindo que o Governo Federal libere a lavra de exploração desse garimpo que, por coincidência, está sob a reserva indígena da etnia Cinta Larga. O “clamor” pela liberação da garimpagem não leva em conta os danos causados por outros que fizeram de Rondônia em tempo pretéritos uma terra sem lei e com problemas sociais dela decorrente insolúveis. Poucos enriqueceram com a garimpagem da cassiterita e do ouro. Quem visita aqueles garimpos (Tamborete, Araras, Bom Futuro, entre outros) confirma que essas atividades trazem mais problemas do que riquezas. Embora os milicianos virtuais deturpem a realidade por interesses inconfessáveis.

DF1 com informações da coluna resenha Política, de Robson Oliveira

Foto: G1

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