Coluna do RK- Bastidores da Política Nacional e Regional




Por Roberto Kuppê (*)

                                               Tramp

Vagabundo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dormiu com Bolsonaro fazendo promessas mil. Ingênuo, Bolsonaro cedeu aos desejos de Trump já na primeira noite, concedendo isenção de vistos para norte-americanos e a base de Alcântara. Segundo Trump (pronuncia-se tramp que quer dizer vagabundo em inglês), o Brasil continua no páreo para a entrada na OCDE, mas, na verdade, o Brasil foi preterido devido às declarações desastrosas de Bolsonaro contra o presidente da França, Macron, inclusive chamando a mulher deste de “feia”. Bolsonaro criticou também a primeira ministra da Alemanha, Ângela Merkel. Ambos com votos na OCDE. Queria o quê, cara pálida? A realidade é que, enquanto Bolsonaro for presidente, o Brasil não entra na OCDE.

                                           Recessão

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Estamos em plena recessão devido ao fracasso da Economia comandada pelo banqueiro Paulo Guedes. O presidente Bolsonaro comemorou a deflação, mas como ele não entende de economia, não sabe que isso é um dos sintomas de uma recessão econômica, ou seja, ninguém compra, ninguém vende, preços caem, mercadorias apodrecem nas prateleiras. A queda de preços pode representar desaceleração da economia; especialistas divergem sobre causas do fenômeno e alertam para riscos a longo prazo.  O mês de setembro registrou deflação de 0,04%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o menor para o mês de setembro desde 1998, quando o IPCA foi de -0,22%. Embora represente uma queda momentânea nos preços, a deflação pode ser um sinal de alerta para problemas estruturais da economia e também pode se tornar um fator para a desaceleração do consumo já existente.

                                              Caixa 2

Um depoimento dado à Polícia Federal e uma planilha apreendida em uma gráfica sugerem que dinheiro do esquema de candidatas laranjas do PSL em Minas Gerais foi desviado para abastecer, por meio de caixa dois, as campanhas do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ambos filiados ao partido. Comprovado, isso poderá resultar na cassação da chapa Bolsonaro/Mourão. Se o TSE quiser, claro. Além disso, corre na justiça a acusação de que a campanha de Bolsonaro tenha sido beneficiada por disparos de fake news patrocinados por empresas e empresários como Luciano Hang, dono da Havan.

                                               Lula livre

Em entrevista concedida à BBC Brasil, o ministro do STF Gilmar Mendes afirmou que os processos que condenaram Lula, conduzidos e julgados por Moro, deverão voltar à fase de denúncia. Isso anularia as condenações de Lula em dois processos (triplex do Guarujá e sítio de Atibaia), além de retroceder a ação sobre supostas ilegalidades envolvendo recursos para o Instituto Lula, que está prestes a receber sentença do juiz que substituiu Moro na 13ª Vara de Curitiba, Luiz Antônio Bonat. “Eu tenho impressão que, pelo menos tal como está formulado (o recurso), se for anulada a sentença, nós voltamos até a denúncia. Portanto, todos os atos por ele (Moro) praticados no processo, inclusive o recebimento da denúncia, estão afetados pela nulidade. Será esse o veredicto”, explicou. O ministro previu que serão necessárias ao menos duas sessões de julgamento na Segunda Turma do STF para concluir a análise do recurso, já que deve haver uma discussão sobre se as mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil podem ser usadas em benefício de Lula mesmo constituindo prova ilícita. A previsão é de que em novembro Lula já esteja solto.

Temer na Europa

O ex-presidente Michel Temer foi autorizado viajar para Europa com o objetivo (diz ele) de proferir palestras. A justiça autorizou, mesmo estando ele sendo investigado por corrupção ativa e passiva. Segundo fontes, por não ter sido condenado ainda, ele pode viajar tranquilamente. Se estivesse filiado ao PT ele já estaria condenado em segunda instância à jato como ocorreu com Lula. Mas, é do MDB, tem dinheiro (muito dinheiro).

                                Se arrependimento matasse…

Nove entre dez eleitores do governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), expressam algum arrependimento. A classe de professores, em peso. O sentimento é nítido. “Eu votei no Marcos Rocha, mas…”.

                                      Texto irrepreensível

O estado de Rondônia tem uma história muito curiosa, envolvendo arrivistas políticos e alguns nefelibatas como o coronel Marcos Rocha, que hoje assina como governador, embora não tenha capacidade para administrar um município com três mil habitantes. É lamentável que tenhamos políticos desse quilate em um estado cuja história começa justamente com um coronel de verdade, que assumiu o comando do então território quarenta anos atrás. Com certeza, o túmulo de Jorge Teixeira treme, todas as vezes em que alguém se dirige ao atual governador utilizando o vocativo que ele ganhou na PM de Rondônia, embora qualquer soldado desta briosa corporação seja muito mais qualificado para o cargo de governador. (Leia AQUI texto completo do educador guajaramirense Antônio Xavier).

                                             Vinícius Miguel

Vinícius Miguel vai participar de debates

O nome do professor universitário Vinícius Miguel, está sendo muito comentado para disputar a prefeitura de Porto Velho (RO) no próximo ano. VM está no Cidadania (que sucedeu ao PPS).

                                           

                                              CPI da Energisa

A CPI da Energisa (Rondônia) descobriu que a empresa que comprou a Ceron pagava um mensalão para a Polícia Civil auxilia-la na fiscalização de medidores.  A Comissão também descobriu que o Instituto de Pesos e Medidas de Rondônia (Ipem), recebe R$ 1 milhão de reais por ano da ENERGISA. Por conta disso, o Procon nunca multou a empresa, embora houvesse mais de três mil reclamações. O presidente do IPEM é Aziz Rahal, do PSL de Ji-Paraná.

                                      Eletrobras será vendida

A Eletrobras anunciou na noite de quinta-feira que realizará o Segundo Plano de Demissão Consensual 2019 (PDC), com meta de desligamento de 1.681 empregados até 31 de dezembro deste ano, como parte dos esforços de reduzir custos com funcionários que podem chegar a 510 milhões de reais ao ano. Em comunicado, a empresa afirmou que o novo plano será iniciado nesta sexta-feira na holding e nas subsidiárias CGTEE, Chesf, Eletrobras Termonuclear, Eletronorte, Amazonas Geração e Transmissão de Energia, Eletrosul e Furnas Centrais Elétricas. O plano, uma das iniciativas previstas no “Desafio 23: Excelência Sustentável” da empresa que o governo quer privatizar, foi divulgado após celebração do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que teve mediação do Tribunal Superior do Trabalho. Segundo a empresa, ficou acordado que a Eletrobras ofereça programa de desligamento voluntário para atingimento de quadro de 12.500 empregados efetivos a partir de janeiro de 2020 e de 12.088 a partir de maio de 2020.

 

                            Rio dominado pelas milícias

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O belo cartão postal não é mais tão maravilhoso assim. A cidade do Rio de Janeiro e seu entorno estão dominados pelas milícias. Hoje já não se sabe quem é traficante, policial ou miliciano. A coisa se agravou com a ascensão de Bolsonaro, defensor intransigente das milícias. Em tramitação no Senado, o PL (Projeto de Lei) nº 4640, de 2019, proposto pelo senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), um dos filhos do presidente da República, tem como objetivo transformar mortes decorrentes de intervenções policiais em “suicídios” e retirar a responsabilidade sobre essas mortes dos policiais do país. O PL de Flávio Bolsonaro prevê que, ao se colocar em uma situação de confronto, um criminoso assume o risco de morte, retirando, assim, a responsabilização do policial. Policiais que poderiam ser agraciados com o PL, no entanto, criticam a proposta e apontam que, caso seja aprovada, incentivará “maus policiais”, grupos de extermínio e milícias. Os profissionais de segurança pública formam a base eleitoral do senador.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político no eixo Rio-Brasília e Rondônia

 

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