Coluna Zona Franca




Lula jantou o MDB

Lula está ficando cada vez mais habilidoso. Em vez de espantar a onça, ele se aproxima com cuidado e laça o bicho. É assim que está sendo a leitura de alguns articulistas políticos a reaproximação de Lula com o MDB, algoz da ex-presidenta  Dilma, em 2016. Foi esta agremiação que liderou o impeachment. O ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB-RJ) lideraram o golpe de 2016, que colocou o atual bolsonarista Michel Temer (MDB-SP) na presidência. Lula sabia o que estava fazendo ao aceitar o convite do ex-senador Eunício de Oliveira (MDB-CE) para um jantar ontem, em Brasília.

Vaccari Livre

A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu anular ação penal que condenou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto a seis anos e oito meses de prisão em regime semiaberto. Ao analisar o recurso, os ministros acataram alegação da defesa que sustentou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar o caso. Além disso, Vaccari foi condenado por Sérgio Moro sem provas materiais, só por  provas orais e notícias de jornais. Nessa mesma toada, Lula teve 20 processos anulados, pelos mesmos modus operandis de Sérgio Moro.

Bolsonaro e a fome de volta

A política econômica de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes é o exemplo mais perfeito da desumanidade do neoliberalismo. Sob o argumento de que o Estado nada deve fazer para “intervir no mercado”, o atual presidente e seu ministro da Economia apenas assistem ao preço dos alimentos em disparada e nada fazem para ajudar o povo, que passa fome. E a culpa é, sim, de Bolsonaro e Guedes, que, preocupados apenas em servir ao mercado, abandonaram completamente a política de segurança alimentar implementada no governo do presidente Lula e que tirou o Brasil do Mapa da Fome entre 2012 e 2014. A primeira medida de Bolsonaro após se tornar presidente foi a de extinguir o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), que ajudava o governo a monitorar a situação da alimentação no país e a adotar medidas que impedissem a situação de chegar ao ponto em que está.

Insanidade de Marcos Rogério

A defesa insana do senador Marcos Rogério (DEM-RO) do presidente Bolsonaro, tem enfraquecido o parlamentar no seio do ex-DEM. MR é considerado controlador, pedante, extremamente soberbo e arrogante. Na fusão do DEM com o PSL, saiu fortalecido o governador de Rondônia, Marcos Rocha, que recentemente retornou ao PSL na presidência. Como Luciano Bivar será o presidente do União Brasil, a lógica diz que Marcos Rocha será o presidente regional da nova agremiação. O governador esteve em Brasília e obteve o apoio de Bivar, que vai à Rondônia em breve ratificar o nome de Rocha.

Marcos Rocha presidente

Governador de Rondônia, ao lado do presidente Bolsonaro: palanque no União Brasil

A tendência por Marcos Rocha presidente do União Brasil é ratificada pela análise do articulador político Herbert Lins, de Rondônia, a seguir:

“A nova legenda resultante da fusão DEM e PSL, aparentemente, parece ter disputa interna pelo comando partidário entre o Governador Marcos Rocha (PSL) e o senador Marcos Rogério (DEM), mas o que interessa aos partidos é palanque e quem tem melhores condições de formar nominata e eleger deputados federais e senadores por conta da matemática do Fundo Partidário e Eleitoral. Neste caso, quem leva vantagem é o governador Marcos Rocha em relação ao senador Marcos Rogério, ou seja, o palanque de Marcos Rocha em 2018 tinha uma boa nominata de deputados federais que resultou na eleição de um deputado federal e quase elegeu o senador na sua chapa. Já o então deputado federal Marcos Rogério presidente do DEM na época, cuidou só dos seus interesses particulares e se elegeu senador pela sigla, não cuidou de formar uma nominata de candidatos a deputados federais e muito menos eleger algum deputado federal pela sigla partidária na coligação que fazia parte – vigente na legislação eleitoral até as eleições de 2018, como fez Marcos Rocha no PSL, que correspondeu as expectativas da Executiva Nacional do partido. Em face disso, qualquer Executiva Nacional de partido que tem projeto de poder sabe que o partido só cresce com candidaturas majoritárias e quem tem condições reais de formar uma nominata de deputados federais e atrair um candidato a senador competitivo é quem está com a máquina pública na mão (Governo), portanto, a direção estadual do UB-44 em Rondônia, será mesmo do Governador Marcos Rocha e o senador Marcos Rogério pode começar a procurar outra legenda pra cantar de galo!”.

“Você só defende bandido”

Ontem o senador Randolphe Rodrigues (Rede-AP) perdeu a paciência com Marcos Rogério (UB-RO). A uma certa altura do depoimento do diretor da ANS, Randolphe interpelou Marcos Rogério: “Deixa de ser mentiroso, Marco Rogério! Deixa de fazer palhaçada. Se isso é um circo, tu é o maior palhaço. Vem aqui proteger Ricardo Barros. Só protege bandido, cara”.  O senador de Rondônia ficou sem rumo após isso.

Por equipe do DF1

 

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