Março Azul conscientiza para a descoberta precoce do câncer de intestino




Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde do DF

O tumor colorretal é, atualmente, o terceiro que mais mata no Brasil, atrás apenas do câncer de mama e de próstata. Mas, com aproximadamente 40 mil casos por ano, é uma doença tratável e curável, principalmente quando descoberta precocemente. E agora os médicos têm mais um aliado para convencer a população a se prevenir contra esta doença: a campanha Março Azul, referência ao mês de conscientização e combate a esse tipo de câncer.

O Projeto de Lei nº 5.024/2019, que institui o Mês de Conscientização sobre o Câncer de Cólon e Reto, foi aprovado pelo Senado Federal no mês passado. Com a criação do Março Azul, o Poder Legislativo consolida o esforço realizado pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), que, em parceria com a Sociedade Brasileira de Colonoscopia (SBCP), lança a campanha já neste ano. A ação visa conscientizar a população, profissionais de saúde, gestores e tomadores de decisão para a importância do diagnóstico e tratamento precoce.

Pacientes com idade a partir de 45 anos, quando passam por consultas de rotina em unidades básicas de saúde (UBSs) ou com médicos de família, são orientados a fazer exames para detecção de câncer no intestino.

“O câncer de intestino tem se tornado muito comum, por isso é importante um mês dedicado ao combate. A partir dos 45 ou 50 anos, é aconselhável que se faça colonoscopia. Um mês dedicado à prevenção é importante também para que os profissionais de saúde passem a prescrever o exame”, avaliou o proctologista Marcelo Coura, da Secretaria de Saúde (SES).

O médico disse que em 80% da população feminina rastreável não são encontrados pólipos – acúmulo de células que crescem desordenadamente, que podem ou não se tornar tumores de câncer. Nos 20% restantes, a maioria dos pólipos detectados é benigna.

Segundo a gastroenterologista Cintia Clemente, a existência de uma data para que se façam campanhas de combate à doença é sempre bem-vinda, porque serve para levar informações à população, principalmente à faixa mais carente.

“Algumas doenças são muito estigmatizadas; além disso, o preparo para o exame de colonoscopia é muito desagradável, mas é importante que se faça. É uma doença que, se não for detectada precocemente, quando se descobre, já existem metástases”, explicou a médica. A metástase ocorre quando células cancerosas se soltam do tumor e vão para outras partes do corpo.

O professor Fernando Sobrinho teve três pólipos detectados em 2008, durante um exame de rotina. Ele precisou passar por uma cirurgia para retirá-los. “Hoje, qualquer alteração no corpo, eu sinto. Faço exames de rotina todos os anos e colonoscopia a cada três anos”, disse.

Fonte: Agência Brasília

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