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sábado, 24 fevereiro 2024 3:37

Proibição definitiva de pomadas de cabelo no Brasil após relatos de cegueira

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Todas as pomadas modeladoras de cabelo e para tranças estão proibidas de serem comercializadas no Brasil após denúncias de casos de cegueira. Hoje, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a proibição através de uma portaria.

Nenhum lote de qualquer desses produtos pode ser comercializado e não deve ser utilizado por consumidores e profissionais de beleza enquanto a norma estiver em vigor.

 

A decisão da Anvisa é resultado do aumento de relatos de efeitos adversos, como cegueira temporária. A cidade do Rio de Janeiro já tinha proibido as pomadas após constatar os casos.

Ainda não há comprovação, pela Anvisa, da relação dos efeitos de cegueira com as pomadas de cabelo. A suspensão, portanto, é medida preventiva até que os casos sejam esclarecidos.

Em nota oficial, a agência deu dicas do que consumidores e profissionais de salão de beleza devem fazer:

Consumidor

  • Não use ou adquira pomadas modeladoras de cabelo
  • Se fez uso recente, lave os cabelos com cuidado, sempre lembrando de inclinar a cabeça para trás, para que o produto não entre em contato com os olhos.
  • Em caso de contato acidental com os olhos, lave imediatamente com água em abundância.
  • Em caso de qualquer efeito indesejado procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo de você.
  • Em caso de efeito indesejado, notifique o caso à Anvisa

Profissionais, salões e comércio em geral

  • Não utilizem esses produtos em nenhum cliente.
  • O manuseio do produto também pode trazer risco aos aplicadores.
  • Não comercialize esses produtos enquanto a medida estiver em vigor.
  • Não existe determinação de recolhimento no momento, mas o produto deve ficar separado e não deve ser exposto ao consumo ou uso.

Diante da denúncia feita pela moradora de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização da pomada Ômegafix.

A determinação foi publicada onde proíbe a “fabricação, venda, distribuição, uso ou propaganda”.
 
Conforme o comunicado do Diário Oficial da União, o produto, fabricado pela Cape Indústria de Cosméticos Ltda, será recolhido das lojas e drogarias. A decisão foi tomada após a repercussão do caso da manicure Josiane Reis, 41 anos.
 
A denuncia foi feita pela nora de Josi e assim que foi publicado na web, apareceu outros casos semelhantes do dela.
 
Segundo a publicação da nora, Mirella Reis, após usar a pomada da Ômegafix, a sua sogra mergulhou na piscina e minutos depois, sua visão ficou embaçada, ela não se sentiu bem, mas ainda permaneceu no local e só procurou ajuda no dia seguinte. Ao chegar no Hospital Hospital do Olho, em Caxias, também na Baixada, Josiane foi informada que havia sofrido queimaduras nas córneas e também ficou sabendo na unidade, outros quatro casos parecidos com o dela.
 
Nos lugares onde passei, ouvi relatos de casos semelhantes ao meu. Só no Hospital do Olho me falaram que eu era a quinta mulher a aparecer lá relatando a mesma coisa”. Disse.
 
A manicure também contou que está com medo de perder a visão e vai a justiça.
 
Eu estou com medo, até porque dependo da minha visão para trabalhar. Depois que eu voltar a enxergar, vou ver com a minha sobrinha, que foi quem trançou meu cabelo, onde ela comprou a pomada. Vou correr atrás de justiça” afirmou Josiane.
De acordo com a Anvisa, a pasta modeladora não está regularizado, o que impossibilita garantir a segurança de uso. Nos últimos dias, o órgão tomou conhecimento, pela mídia, de relatos de lesões oculares causadas pela pomada.
 
A Ômegafix assume que parte da burocracia exigida pela Anvisa está pendente, mas a empresa afirma que está tomando as providências necessárias para regularizar a situação. “Não podemos produzir até que haja outro posicionamento da Anvisa, para que isso seja possível precisamos resolver a documentação e assumir a responsabilidade legal. A Ômegafix não vai se isentar da culpa, temos que reparar os danos. Enquanto isso, vamos parar o trabalho”, declarou José Souza Assis, criador da marca.
Além disso, a empresa alegou que as orientações indicadas para cosméticos de grau 1, classificação na qual o produto se encontra, constam no rótulo da pomada.
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