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A morte de uma menina de apenas onze anos de idade e que era natural do município de Caraá, comoveu, não apenas aquela comunidade, mas todos quantos tiveram conhecimento do fato.
Portadora de uma doença chamada escoliose, que segundo a literatura médica (portal Rede D’Or), é um encurtamento da coluna causado por uma curvatura lateral. Normalmente, a coluna vertebral é reta e alinhada. Quando o paciente tem escoliose, a coluna acaba fazendo uma curva para um dos lados, em forma de “C” ou “S”, que pode causar problemas ao paciente, a menina teve um agravamento do seu quadro de saúde na semana que antecedeu à sua morte.
QUANDO A DOENÇA SE MANIFESTA
Ainda segundo a literatura médica, a escoliose ocorre mais frequentemente durante o pico de crescimento pouco antes da puberdade.
A maioria dos casos é leve, com poucos sintomas. Algumas crianças desenvolvem deformidades na coluna vertebral que se tornam mais graves à medida que elas crescem. A escoliose grave pode ser dolorosa e incapacitante.
Geralmente não é preciso fazer nenhum tipo de tratamento, mas cirurgia e uso de coletes podem ser necessários em casos mais graves.
O tratamento pode ajudar, mas essa doença não tem cura, requer um diagnóstico médico e exames laboratoriais ou de imagem.

AGRAVAMENTO
Conforme publicação de uma médica, amiga da família da menina e que a atendeu na fase inicial do agravamento da doença, ela começou com vômitos, sendo hidratada e medicada no município de Caraá.
A menina foi encaminhada ao hospital de Santo Antônio da Patrulha, administrado pela Associação Hospitalar Vila Nova.
Historiando o que teria acontecido com a menina, a médica que fez a postagem nas redes sociais afirma que o médico plantonista determinou sua colocação no soro, pedindo radiografia pulmonar, tendo relatado em primeiro momento que poderia ser uma anemia severa.
Depois da alta concedida no começo da madrugada de domingo (15), ela foi levada para casa, quando o quadro voltou a se agravar, sendo novamente conduzida ao HSAP, na manhã de domingo (15), sendo atendida por uma médica plantonista, falecendo na tarde daquele domingo, antes de ser transferida para Porto Alegre ao Hospital Vila Nova.
MÃE MUITO ABALADA
A mãe da menina que é conselheira tutelar em Caraá está muito abalada com a perda da única filha e a quem se dedicava inteiramente por saber das condições de saúde da sua filha.
A família e a médica que atua em Caraá querem um esclarecimento do hospital sobre o que levou ao agravamento de sua saúde e por fim, à morte.
REPERCUSSÃO
Preocupado com o problema, o prefeito Rodrigo Massulo chamou ao seu gabinete o administrador Geremias da Silva e o diretor técnico, Dr. Jaime Guedes Silveira.
No Legislativo os vereadores Ricardo Pires, Valdir Silva e Vieira foram ao hospital para se inteirar da situação junto ao administrador e tratar de outros assuntos relacionados com a área da saúde em Santo Antônio.
A POSIÇÃO DO HOSPITAL
O diretor técnico do HSAP da Associação Hospitalar Vila Nova, dr. Jaime Guedes da Silveira enviou a seguinte nota a respeito do ocorrido:
“CASO M. S. R.
A Associação Hospitalar Vila Nova – Gestora do Hospital de Santo Antônio da Patrulha, vem esclarecer a comunidade Patrulhense, através da sua Direção Técnica.
Sabemos que o Hospital como um todo, tem recebido ofensas e agressões verbais nas redes sociais após o falecimento da menina M. S. R., 12 anos, no dia 15 de janeiro de 2023. Respeitamos e nos solidarizamos com o sofrimento dos familiares da menina e entendemos as reações de desespero de qualquer familiar na hora da notícia da perda de um ente querido. Esta rotina de informar à família o óbito de um paciente ocorre frequentemente em qualquer hospital com serviço de urgência/emergência, pois é pra lá que são levados os pacientes que estão em situação de risco à vida, de ambulância ou não.
Mas também é muito importante esclarecer os fatos ocorridos, principalmente em respeito também aos trabalhadores do Hospital, desde a recepção até a equipe médica, que diariamente não poupam esforços e dedicação para atender mais de 150 pessoas/dia, com os mais diversificados agravos de saúde, casos clínicos graves ou não.
A menina M. S. R., moradora de Caraá, ingressou na Emergência do Hospital, próximo das 10 horas do dia 15/01/2023 em quadro de insuficiência respiratória grave. Foi prontamente atendida na Sala Vermelha, recebeu manejo adequado, tendo sido aspirado das vias respiratórias grande quantidade de secreção líquida, para posteriormente permitir a entubação orotraqueal. Mesmo assim evoluiu para parada cardiorrespiratória, tendo recebido todas as manobras e medicamentos protocolares para uma reanimação cardiorrespiratória correta. A equipe médica já tinha conseguido uma vaga no Hospital Santo Antônio de Porto Alegre (Hospital onde a menina M. S. R. já fazia acompanhamento em decorrência de seus outros problemas de saúde que possuía, principalmente em sua coluna vertebral, caixa torácica e coração).
Entretanto não foi possível estabilizar o quadro clínico grave para permitir o deslocamento.
Não houve falhas técnicas no atendimento da emergência ocorrido naquele dia. Mas devemos avaliar o caso desde o seu início.
A menina M. S. R. estava adoentada e recebendo atendimento domiciliar e na Unidade de Saúde de Caraá desde 05 dias antes de sua morte. Estava sendo manejada clinicamente até o dia do óbito pela médica da família que inclusive acompanhou a paciente no transporte de urgência de Caraá até o nosso Hospital. Quando o médico acompanha o transporte de um paciente numa urgência já demonstra a gravidade do caso. A mesma médica que acompanhou e tratou a paciente adoentada por 05 dias até o dia do óbito, está publicando nas redes sociais postagens difamatórias, antiéticas e principalmente injustas contra o Hospital de Santo Antônio.
Talvez tentando desviar a atenção da própria família para possíveis falhas do seu tratamento que não melhorou a paciente, que principalmente piorou até ocorrer o óbito, sendo assim não podemos olhar só o desfecho final.
Sim, é verdade que M. S. R. também foi levada ao nosso hospital na véspera. Foi prontamente atendida e melhorou da disfunção respiratória. A família foi orientada a permanecer em observação, mas entenderam que era melhor voltar para o Caraá porque tinha médica junto a sua casa.
Nas duas vezes que a paciente ingressou no Hospital estava com acesso venoso recebendo soroterapia em grande volume, instalado no município de Caraá. Instalado não sabemos por quem.
Importante salientar que a paciente possuía cardiomegalia (coração crescido) e deformidade da caixa torácica que restringiam o perfeito funcionamento do coração;
Todos os fatos devem ser apurados, mas o falecimento da menina M. S. R. não ocorreu por falha de atendimento na emergência. Devem ser analisados todos os tratamentos recebidos desde o dia 11 de janeiro de 2023 até o dia 15, bem como devem ser avaliados todas as comorbidades da paciente que contribuíram também para o óbito.
Lamentamos todas as mortes ocorridas no ambiente hospitalar, e a nossa orientação e normativa é avaliar todos os procedimentos realizados por nossos colaboradores para uma permanente qualificação e melhoria do atendimento.
Entretanto, também devemos proteger e resguardar nossas equipes que se dedicam e se arriscam para atender os mais variados casos de emergência e urgência. Não é possível acatar silenciosamente tantas difamações e agressões verbais injustas contra uma equipe que atuou corretamente na condução desta emergência bem como de tantas outras que chegam em nosso Hospital. As medidas cabíveis junto ao Conselho de Medicina serão tomadas.
Ética médica é e sempre será nosso norte.

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